quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Boa Sorte, Amigo




Um dos poemas que mais gosto do Pedro Branco

Poema Pobre da Despedida

'Roubaste a nossa história pedaço a pedaço
Esquecendo o brilho do olhar
Queimaste toda a beleza do mar
Arrancaste à alma o seu respirar
A tua voz perdeu o cantar
E o meu colo perdeu o seu regaço...

Passas por mim pesada e feia
Atiro-te um beijo devagar
Não sou de esquecer o tempo amar
Nem sair de um abraço depois de entrar
Mesmo que seja assim devagar
Estarás sempre na minha teia

Não quero viver assim inquieto e triste
Neste fogo cinza que me anda a queimar
Em todos os momentos do meu pensar
Fritando-me o sangue sem desaguar
Calando-me a dor sem me pôr a gritar
Vou-me embora só. Nada mais em nós resiste.

Dou-me sempre por inteiro, na verdade total e sem limites.
Esse é o meu perigo.
É próximo demais do precipício...
'

7 comentários:

Anónimo disse...

É lindo, este poema.
Logo vai ser ainda mais...

Beijo

Anónimo disse...

Não é pobre, é rico!

Abreijos.

Anónimo disse...

Que tenha todo o sucesso do mundo!

Anónimo disse...

Anda sempre tudo e tanta gente tão próximo do precipício...

Anónimo disse...

Gostei muito, muito mesmo.
Boa sorte para o amigo...

Anónimo disse...

Em Lisboa "foi bonita a festa, pá...". Agora, no POrto. Vais lá estar?

Anónimo disse...

Maria
Pelo o que o Pedro diz, parece que foi lindo, foi.
Beijinhos

Salvoconduto
Muito rico. Muito intenso. Este poema e muitos outros do Pedro.
Beijos

Justine
Está bem lançado, parece-me, para o sucesso.

Éme
Haja mãos que apareçam para evitar as quedas.
Obrigado pela visita

Violeta
É lindo, este poema. Vale a pena a visita ao site.
Beijinhos

Pedro
Que bom! Fico muito contente em saber disso. A festa no Porto tem tudo para ser bonita também, pá... Quero, quero ir (ainda não sei se...logo mais te direi) - e levar algum cheirinho de alecrim:)
Beijinhos

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