
E os sentidos se vão apurando...
Canção Primaveril
Anda no ar a excitação
de seios súbito exibidos
à torva luz de um alçapão,
por onde os corpos rolarão,
mordidos!
Ou é um deus, oi foi a Morte
que nos vestiu este torpor;
e a Primavera é um chicote,
abrindo as veias e o decote
ao meu amor!
Esqueço que os dedos têm ossos:
é só de sangue esta carícia;
apenas nervos os pescoços...
Mas nos teus olhos, nos meus olhos,
a luz da morte brilha.
Canção Primaveril
Anda no ar a excitação
de seios súbito exibidos
à torva luz de um alçapão,
por onde os corpos rolarão,
mordidos!
Ou é um deus, oi foi a Morte
que nos vestiu este torpor;
e a Primavera é um chicote,
abrindo as veias e o decote
ao meu amor!
Esqueço que os dedos têm ossos:
é só de sangue esta carícia;
apenas nervos os pescoços...
Mas nos teus olhos, nos meus olhos,
a luz da morte brilha.
David Mourão-Ferreira
7 comentários:
Apetece trincar o pêssego...
... e é um excelente poema de DMF
Obrigada.
Beijos
Porque amanhã é verão, porque o poema é belo, porque sim!
Gostei de encontar David...
Feliz fim de semana.
sempre bom, muito bom, ler David M. Ferreira!
dele, lhe deixo um pequeno grande poema que em tempos coloquei lá no 7sentidos:
"NADA GARANTE QUE TU EXISTAS
NÃO ACREDITO QUE TU EXISTAS
SÓ NECESSITO QUE TU EXISTAS"
bom fim-de-semana
um sorriso :)
Quer-se então dizer, por outras palavras: você é uma pêssega! ;)
um bom fim de semana
Maria:
E tu, que deves andar por aí a trincar suculentas mangas:))
Beijinhos salgados.
Justine
:))
Nem mais...
Beijo
São
É sempre bom encontrar estes companheiros.
Beijos
Mariam:
Obrigado pela partilha. Este homem desconcerta-nos:))
Beijo
Luís Eusébio:
Uuuiiiii..... Então não se vê logo?!:)
Beijos
Rui Caetano
Obrigado. Para sim também.
Abraço
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