Poeta é certo mas de cetineta
fulgurante de mais para alguns olhos
bom artesão na arte da proveta
narciso de lombardas e repolhos.
Cozido à portuguesa mais as carnes
suculentas da auto-importância
com toicinho e talento ambas partes
do meu caldo entornado na infância.
Nos olhos uma folha de hortelã
que é verde como a esperança que amanhã
amanheça de vez a desventura.
Poeta de combate disparate
palavrão de machão no escaparate
porém morrendo aos poucos de ternura.
- José Carlos Ary dos Santos -

5 comentários:
Os génios não têm idade.
Abreijos.
A morte é injusta. Todavia, faz hoje uma no, houve bons momentos.
No comentário anterior queria dizer faz hoje um ano.
Salvo
São intemporais, imortais e sempre intensos!
Beijos e bom feriado
Olá Antuã
Nem sabes como já nos lembrámos disso por aqui hoje, logo pela manhã... Saudades, mesmo. Temos que repetir, embora este ano tenha sido difícil.
Este dia fica-me, também, marcado por outra coisa ligada à tua frase do 1º comentário. Mas depois mando-te mail.
Abraço grande
Ele nunca morrerá! Espero que o Pai Natal me ponha o Saudade no sapatinho
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