Que amor não me engana
Com a sua brandura
Se da antiga chama
Mal vive a amargura
Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor não se entrega
Na noite vazia?
E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das àguas
Noite marinheira
Vem devagarinho
Para a minha beira
Em novas coutadas
Junta de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera
Assim tu souberas
Irmã cotovia
Dizer-me se esperas
Pelo nascer do dia
Zeca Afonso
5 comentários:
Saudades tantas. Cada vez mais!
zeca vive! está em nós, na nossa voz, nos nossos ideais, na nossa Humanidade.
sorry n ter aparecido mais vezes, muuuuuuito trabalho: entre 12 a 14h por dia.
abraço do vale para a serra
belíssimo... como seriam os seus 80!
beijos
Ora aqui está uma pessoa que está, desde sempre, presente na minha vida...
Sempre o nosso Zeca.
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