sábado, 9 de maio de 2009

Noites...

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Ando piegas. Parece que esta nova fase do Rosmaninho é assim – melodiosa.
Li outros textos antigos e dei-me conta de que, de há uns tempos para cá, o que não faltam são objectos de prosa zurzente! Mas da ponta da caneta sai tinta de outra cor.
Apetecia-me falar dos magníficos cartazes da Manelinha – tão bons, que quase aposto que quem lhe cuida do marketing não a pode ver à frente!
Ou dos cartazes do PS – aqueles nós, em tempos de crise, são piada de mau gosto. Estão a ver: ‘Nós? Metia-os era ao pescoço, afogado que estou em dívidas’! Ou ‘Nós? Pois, que andamos laSSos ...’!
Ou do Vital, que foi enxovalhado (está mal), mas ninguém o coibiu de se ir meter na boca do lobo! Estratégia, para mim.
Ou dos desempregados – sobem, sobem, à medida que vai dando vontade de apertar o nó, ou de ligar para essas linhas de ajuda onde uma Manelinha qualquer poderá atender ao desespero de cada um conforme as suas possibilidades, claro está!
Ou do PS que alega que precisa da maioria absoluta para garantir a estabilidade. A E-S-T-A- B-I-L-I-D-A-D-E!
Ou do TGV e dos projectos que estão em carteira.
Ou dos novos pobres ou da violência doméstica que tende a aumentar ou da humanização dos serviços nos hospitais ou da justiça e da sua lentidão que põe em causa que esta seja feita ou da taxa de juro e a boa notícia é que finalmente a prestação da minha casa caiu mais de 100 euros ou dos que ficaram sem casa ou estão em vias de porque... ou dos avanços da ciência nomeadamente na área da saúde (fruto de outros avanços em outras áreas, claro) ou da falta de cuidados médicos em continetes tão próximos de nós...
Enfim...
(nós - não podes acabar um parágrafo com 'nós' - mais uma, vá lá, Lúcia...hmm...) - ou zurzir no Quique Flores ou zurzir nos ex-inspectores da PJ que, batida a porta, levam a vida a escrever livros sobre os casos que não conseguiram resolver, nomeadamente envolvendo menores, como se, afinal, tivessem todos os dados para desvendar os casos de polícia que não desvendaram enquanto andavam por lá...

Mas isto anda tudo tão parvo e eu aparvalhada ando com tudo: e em ano de eleições a tendência é fazer de nós parvos. E nós, parvos, estamos lassos e com vontade de puxar os laços de tanta coisa má andar à solta.

Às vezes, naqueles momentos antes de adormecer – mesmo antes – aqueles doces minutos depois de fechar o livro e apagar a luz, em que os cabelos adormecidos estão espalhados a seu gosto pela almofada ou noutro peito, os braços confortavelmente pousados sobre os corpos principalmente nas noites em que o som das ondas a abraçar a areia entra pelo quarto – desejo que haja ali uma paragem de tempo: que pare só um bocadinho. Que aquela serenidade que respiro e aquele conforto morno que se me encosta na pele sejam perpetuados pelo espaço e pelo tempo. E que os raios de sol da manhã que rasgam o quarto bem cedo sejam coloridos. Um colorido universal. Que se abra a janela e as papoilas que vejo sejam o anúncio de novos tempos: de beleza, de poesia, de música, de cor! Boa disposição permanente.
Muitas vezes, nem chego a acabar de formular o desejo porque os olhos tombam. De manhã, na cama onde adormeceram dois, estão agora quatro; os raios de sol rasgam o chão do quarto sem cerimónia, lindos, mas com a cor de sempre; a janela abre-se e lá estão as papoilas e imensas flores silvestres das quais nem o nome sei a anunciarem mais uma manhã – mais um dia.

E agora, escrevo estas palavras sob a luz quente de uma lua grávida que me entra pela janela , mas envergonhada esconde-se atrás das nuvens. Vejo-a, ainda assim, grande. Redonda, amarelo pálido agora – cor de prata mais tarde.
Sou só eu que fico mais calma, alma cheia, olhos ainda mais castanhos e quentes, mãos com cheiro a maresia quando olho para a lua, ou para as minhas papoilas, ou para os meus raios de sol madrugadores?

Apetece-me emprestar a casa a quem anda por aí nos centros de decisão. É o que me apetece!...
Talvez adormecerem por aqui (que não no meu peito, credo! Empresto a cama e...e...), acordarem por aqui e sorverem as cores, sons e silêncios... talvez...
Eu sei... encostei a cabeça à lua e já estou a sonhar...
Vou oó! Noite feliz!

10 comentários:

salvoconduto disse...

Não lhes emprestes a casa, vê lá o que vais fazer, depois só com acção de despejo!

Abreijos.

Pedro Branco disse...

Há "senhores" que não entram na minha casa!

Só me apetece gritar asneiras...

Violeta disse...

Querida Lúcia
A lua toldou-te a sideias e o coração... então queres emprestar a casa e a cama, tu estás é a delirar. A minah cama não a empresto a ninguém. nem á sogra e ela que se ofenda. A minah cama é sagrada só lá me deito eu e a pessoa que comigo partilha a vida. Ah! e os os gatos.
vai dar uma volta a ver se retomas o juízo. Abre a televisão e vê as pessoas que começavam a querer a tua casa, a tua cama, e depois?
Bom domingo.
bjocas

LuNAS. disse...

Salvo e Pedro
Vocês não têm esperança nenhuma 'nessa' raça humana!
Terendes razon?
Espero que non:)

Violeta
Poçççaaaa... arremessaste-me com uma pedra à cabeça de tal maneira que JÁ acordei, mulher! E tenho galo e tudo, caramba!Podias, ao menos, ter deixado o saco do gelo pra pôr no galaró!
CONTENTE?!:(

Sal disse...

Este post é um encanto...
Nós, mulheres, (eh, eh,...para provocar) somos uns seres meios doidos controlados por umas hormonas do tamanho da grande muralha da China!

Isso passa, não é?

Beijos animadores!!!

LuNAS. disse...

Sal
Já passou:((
Beijocas a tutti

Antuã disse...

Cuidado com os nós cegos.

LuNAS. disse...

Antuã
Sobretudo, com esses!

Unknown disse...

Esta fase, face, do rosmaninho, torna o rosmaninho...mais contente.
E para mim, ainda mais...atraente. Beijo.

LuNAS. disse...

Ai é, Eduardo?:)
Fico feliz, amigo.
Um beijinho

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