Bom – o habitual: gosta-se de sangue, vai-se atrás. Neste país não há segredo de justiça que prevaleça. Tudo vem para a praça pública. O problema é que a verdadeira justiça do caso - justiça jurídica e, principalmente, a justiça social, assim, podem ficar comprometidas. Até porque quem não gosta dos envolvidos vibra com isto. Eu não fico feliz por saber que poderá ter havido envolvimento do 1º ministro do meu país numa fraude, num delito, num crime. Se houve, que se apure em sede de direito.
A comunicação social adora estes pratinhos. Mas a verdade é que, num Estado de Direito, todo e qualquer cidadão tem direito a um julgamento justo, baseado numa investigação que utilizou todos os métodos adequados, e com o recato merecido.
Independentemente da minha opinião sobre os envolvidos, a verdade é que têm que ser julgados em sede própria. Seja o Sócrates, o Jerónimo, o Portas, etc... Todo e qualquer cidadão tem direito à justiça. Mesmo. Não à justiça popular que vai a reboque do sangue que os jornais adoram discorrer. Ainda que falem verdade. Mas temos que acreditar que a justiça é feita nos tribunais e não numa redacção.
Jerónimo de Sousa falou e bem: é uma questão de justiça e não de "Estado". Que se investigue o mais rápido possível, apesar das explicações de Cândida Almeida sobre a morosidade deste tipo de processos. Quase que entra na 2ª legislatura..