Sei que tenho andado arredada dos noticiários.
Os jornais on line têm sido a minha ligação ao mundo, nos últimos tempos.
Reparo que os problemas são os de sempre.
Mas há uma palavra que me faz confusão não ser abordada com a frequência que eu constato: Desemprego. O maior flagelo social e económico de um país. Porque cada pessoa desempregada involuntariamente é uma pessoa sem liberdade.
Leio agora outras palavras - RVCC's; Novas Oportunidades... e então agora, que estão à porta as aprovações de financiamentos no âmbito do POPH!...
A pessoa desempregada é uma pessoa presa; mas é colocada num parque de diversões. Foi essa a estratégia.
Ainda um dia perco amor aos dedos e largo a teclar sobre isto das Novas Oportunidades. E, às tantas, nem é preciso escrever muito para provar que estas iniciativas maquilham, mas não tiram as cicatrizes.
E o Desemprego? Sou só eu e mais meia dúzia a vê-lo, todos os dias, em todo o lado ou já é má-vontade minha?
É a silly season. O pior é que tenho a impressão de que neste país é silly season todo o santo ano! Cada vez mais.
8 comentários:
Não és só tu a vê-lo, não, Lúcia. São os desempregados que o vêem todos os dias. E as famílias. O governo... esse faz demagogia e manipula as estatísticas. E no entanto nunca tivemos um governo em Portugal que fizesse tantas viagens de negócios e recebesse tantos tiranos negociantes como este, do José, que prometeu mundos e fundos. Mundos, a esses tem ido. Fundos, são os bolsos de quem cá fica, sem trabalho. Mas o José dirá: leva o seu tempo, isto dos investimentos...Leva, leva. Está a levar tempo demais. Mas há quem goste...
Eduardo
também vejo... ele é isso das "Novas Oportunidades"... e também os "recibos verdes"..... para fins estatísticos quem os passa deixa de fazer parte das listas de desemprego... está colectado como trabalhador por conta própria! só que na prática por vezes passam apenas 1, 2 ou pouco mais recibos! terrível realidade...
boa semana
um sorriso (algo triste) :):(
Nós tendemos a ver o mundo com os nossos olhosm mas as coisas são mais complexas do que aparenta, Os pequenos esforços - vistos por nós - podem ser grades esforços para os outros que os fazem.
Bjs
Eduardo
Pois é isso - há a necessidade, face ao enquadramento europeu, de cumprir metas e estatísticas. Sempre foi assim e vai continuar a ser. É preciso é que as "boas" estatísticas reflictam uma melhoria das condições de vida. E não me parece.
Beijinhos
Mariam
Tal como quem frequenta formação profissional. No tempo que decorre são considerados ocupados e não desempregados. E lá voltamos nós às estatísticas.
Beijinhos
José Manuel Dias
Tens toda a razão - os pequenos esforços aos nossos olhos podem ser grandes para os que o fazem. Se te referes às pessoas que abraçam as Novas Oportunidades e afins sei bem o esforço que fazem até para dar início a esse projecto. Assisti a casos de pessoas com a 4ª classe que, em 3 meses, obtiveram o 9º ano por RVCC. A auto-estima delas melhorou imenso. Mas o tempo foi passando... e nada de melhores oportunidades. E mais: um povo com boas taxas de escolaridade não é sinónimo de um povo mais instruído, através deste sistema.
Beijos
Novas oportunidades para quem?!... Vais à antiga Escola primária Conde Ferreira, em estarreja, e eles passam um papel com o nono ou o décimo segundo anos mesmo que sejas anafabeto. para que serve isso?!... Para as estatísticas... portugal um país de doutores anafabetos!...
Antuã
Aí está o que digo: por este sistema aumenta a escolaridade do país, mas não a sua instrução. Conheço bem essa escola que referes. E a realidade lá é a mesma de todos os outros CNO'S. Há que aviar para cumprir objectivos. Embora reconheça que, para muitas pessoas, esta oportunidade de aumentar a escolaridade lhes faz bem à auto-estima, que anda tão baixa, tantas vezes.
Beijos
Não é má vontade tua, cruza-se connosco todos os dias, mora na casa em frente.
Abreijos
Salvoconduto
E nem sabemos como pagam as contas, não é?
Beijos
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