quarta-feira, 4 de junho de 2008

Tantos limites para desabrochar...


O reencontro. E a conversa que se seguiu:


- Então como estão as coisas lá no novo emprego?

- Olha, estou cheia de trabalho. Vai até às 11 da noite, se for preciso. Mas há três meses que não me pagam. E quando pagarem, vai ser a conta-gotas.

- Que chatice! E tu que andavas desesperada por largar o antigo emprego porque te pagavam mal, estavas a meio tempo e nem te deixavam trabalhar como devia ser!

- Pois - mas nem sei se me importava de voltar. Eram 80 contos, mas sabia que os recebia todos os meses em dia certo!

- Triste geração a nossa - a ambição já "só" é que nos paguem a horas, seja lá quanto for.

- Pois é: tenho 32 anos, ainda moro com os meus pais. O carro que uso é do meu pai. E no entanto, sou uma Drª. "Ai, a Drª nem sabe o que tem sido a minha vida..."

- Sabes, as classes sociais média e baixa só estão separadas pelo título, é o que é. Que não vale nada.

12 comentários:

Anónimo disse...

Sorry if I commented your blog, but you have a nice idea.

Anónimo disse...

Rosmaninho, serra e mar.
Três palavras que davam um romance. E um poema.
Entre a serra ...as dunas.
Outro espaço de beleza.

Eduardo Aleixo

Anónimo disse...

Rectificação: queria escrever: " Entre a serra e o mar...as dunas..."

Eduardo Aleixo

Anónimo disse...

É por estas e outras que a LUTA tem de continuar....

Beijo

Anónimo disse...

é uma vergonha este país, com tanta propaganda e tanto bluff...

dia após dia, vemos as coisas a piorarem, Lúcia, em todos os campos...

a excepção são os capitalistas que se podem valer de todos estes expedientes criados (trabalho precário, mal pago, etc), para aumentarem mais uns zeros nas contas bancárias...

Anónimo disse...

Casos mais comuns do que a maioria pensa. Para que uns tenham "todos os direitos", outros não têm direitos nenhuns. Os instalados falam na "defesa dos direitos" e esquecem das suas obrigações, os mais novos, na sua maioria mais habilitados, são os principais interessados nas mudanças...Faz sentido reduzir o peso do estado e estimular a iniciativa individual. Ganham todos.

Anónimo disse...

Retreato pungente dos nossos dias tristes. Que têm de ser de luta!
Abraço

Anónimo disse...

Esta é a realidade, depois...depois, viva o futebol e está tudo bem!

Um beijinho*

Anónimo disse...

Como alguém já disse, viva o futebol!!! (Haja paciência!)...voltarei...

Anónimo disse...

Eduardo Aleixo:
Infelizmente, a minha inspiração não chega à poesia ou ao romance. Bem gostava eu.
Obrigado pela visita.

Maria:
Pois é. Sempre.

Luis Eme:
...e o chavão que se ouve por aí é "o trabalho para toda a vida acabou". Como se isso justificasse os atropelos que se vão cometendo.

José Manuel Dias:
Todos têm sido penalizados: os mais velhos que perdem o emprego; os mais novos que, quando encontram emprego, é em situação precária. E, muitas vezes, aceitam o que lhe é oferecido sem protestar junto de quem de direito.
Eu compreendo: ninguém é completamente livre enquanto tiver contas para pagar. É complicado, este mundo.

Justine:
O que revolta é que sempre se lutou. E sempre se encontrou maneira de dar a volta do chico esperto e encontrar mais soluções que não servem.

Maria P.
Ora, nem mais: a partir de Sábado tudo se esquece e este país vai voltar a ser patriota. Bem lembrado.:)

Amigona avó e neta princesa:
E biba lá a vola!:) Obrigado pela visita.

Beijos e abraços a todas e todos que vieram aqui tomar a bica.

Anónimo disse...

ah! pois é! muita licenciatura... pouco trabalho compatível!

uma prima licenciada em História, apenas conseguiu dar aulas 1 ano... tentou n entrevistas de empregos, e nada! incluso numa grande superfície disseram "tem habilitações a mais" ... enfim

bom Domingo
uma fantástica semana

um sorriso :)

PS hoje, com tempo, dei uma "voltinha" mais demorada por aqui...

Anónimo disse...

Mariam:

O caso da tua prima nã é isolado e tende a ser cada vez mais assim. Até os que conseguem emprego na área de formação são engolidos pela precaridade. É uma luta.
Beijinhos e boa semana

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